Nos últimos anos, os chamados “combos de cirurgias plásticas” — quando o paciente realiza mais de um procedimento em um único ato cirúrgico — se tornaram populares. A promessa de um resultado completo com apenas uma recuperação parece atraente, mas a realidade médica exige cautela. Cada cirurgia representa um trauma, e o corpo possui um limite para suportar tempo anestésico, perda sanguínea e resposta inflamatória. Quanto maior o tempo cirúrgico (acima de 6 horas, especialmente), maior o risco de complicações como trombose, embolia pulmonar, infecções e até comprometimento da cicatrização.

Existem combinações que podem ser feitas com segurança, desde que o paciente esteja saudável e a cirurgia ocorra em ambiente hospitalar adequado. Mamoplastia com lipoaspiração leve, abdominoplastia com lipo de flancos e mastopexia com prótese associada a pequena lipoescultura são exemplos de associações viáveis, desde que o cirurgião mantenha o tempo total sob controle e o volume aspirado seja moderado. Nesses casos, a escolha de uma equipe experiente e a presença de anestesista durante todo o ato cirúrgico são determinantes para a segurança.

Por outro lado, combinações muito extensas — como abdominoplastia, lipo de grandes áreas e mamoplastia juntas — devem ser evitadas. Esse tipo de associação prolonga o tempo operatório, aumenta o trauma cirúrgico e a sobrecarga metabólica do organismo, elevando significativamente o risco de complicações respiratórias, anemia, necroses e formação de seromas. O ideal é dividir o tratamento em etapas: primeiro o abdome, depois as mamas ou vice-versa, conforme a prioridade do caso. Essa abordagem em fases garante uma recuperação mais tranquila e resultados mais consistentes.

Cirurgias da face, como o facelift (ritidoplastia), devem sempre ser realizadas isoladamente. São procedimentos delicados, que exigem controle rigoroso do sangramento, manipulação de estruturas nobres e uma posição específica da cabeça durante a anestesia. Associar o facelift a cirurgias corporais, como abdominoplastia ou lipoaspiração, aumenta muito o risco de edema facial prolongado, sangramento e até complicações respiratórias no pós-operatório.

Já as cirurgias palpebrais (blefaroplastias), por serem de menor porte e de curta duração, podem ser combinadas com segurança a procedimentos corporais menores, como uma mamoplastia simples ou uma pequena lipoaspiração. Essa é uma exceção bem aceita na prática, desde que o tempo total de cirurgia permaneça dentro de limites seguros e o paciente apresente boas condições clínicas.

Em resumo, o desejo de transformar várias áreas do corpo de uma só vez precisa ser equilibrado com prudência. Cada organismo tem seu ritmo, e a pressa pode custar caro em termos de segurança e recuperação. O melhor “combo” cirúrgico é aquele que respeita o corpo, o tempo e a individualidade de cada paciente — garantindo resultados naturais, previsíveis e, acima de tudo, seguros.

Sou o Dr. Cássio César Arrais Leão, cirurgião plástico em Brasília, com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Atendo na Clínica AYA, no Lago Sul, oferecendo acompanhamento completo e individualizado em cada etapa — da primeira consulta até o pós-operatório. Será um prazer recebê–la!

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