
Muita gente procura a chamada “blefaroplastia a laser” achando que é uma cirurgia sem cortes. Mas, na prática, o termo costuma ser mal utilizado. O que existe são tratamentos com laser para melhorar flacidez leve da pele ao redor dos olhos — e isso não substitui a cirurgia quando há excesso real de pele ou bolsas de gordura.
O laser de CO₂ fracionado pode ser usado na superfície da pele para estimular colágeno e promover um leve efeito de retração. É um bom recurso para quem tem pele fina, rugas finas e início de flacidez, mas não remove pele nem gordura. Por isso, seus resultados são limitados e indicados apenas para casos muito leves.
Quando há sobras evidentes de pele, bolsas marcadas ou sulcos profundos, o único tratamento eficaz e duradouro continua sendo a blefaroplastia cirúrgica — com incisões precisas, retirada controlada de tecido e resultado estável. O laser pode até ser usado como complemento, mas não como substituto da cirurgia.
Ou seja: blefaroplastia a laser, no sentido popular, não é uma cirurgia. É um tratamento estético que pode melhorar a qualidade da pele em alguns casos, mas não corrige alterações estruturais.
Dr. Cássio César Arrais Leão é cirurgião plástico em Brasília, referência em cirurgias das pálpebras e rejuvenescimento facial. Atende no Instituto AYA com foco em segurança, naturalidade e planejamento individualizado.